31 dezembro 2008

Mais Mafalda

Tirinha bem a calhar para esse fim de ano: Desejo a todos um excelente ano de 2009.
Que consigamos fazer-nos melhores a cada dia para podermos viver sempre em harmonia.

27 dezembro 2008

A Ceia

Tivemos uma ótima festa de Natal. Uma das melhores dos últimos anos. Todos irmãos e netos reunidos na casa da dona Fanny. Graças a Deus, usufruimos de uma ceia farta, com bom vinho, muita alegria. Excelente clima natalino.

Clique nas fotos para ampliar.

Alice, Flávia, Gabriel, Eleonora, Marcelo e a cachorrada.

Fanny e Eleonora.

Madrinha Adriana com afilhada Alice.

As manas Sandra e Paula.

Tio Lu e Marcelo.

A turma toda reunida.

Marcelo e os primos.

O compadre Lívio e a comadre Lia sempre presentes.

Gabriel e Marcelo prontos para a festa.





24 dezembro 2008

Natal


Estou em ritmo de tartaruga...
As atualizações ficarão escassas por uns dias.


Desejo a todos meu amigos e leitores um FELIZ NATAL!
Aproveitemos a data para refletir um pouco mais.

23 dezembro 2008

Hora de Música

Essa música do Ultraje a Rigor faz parte de um disco que acho um marco do rock nacional, chamado "Nós Vamos Invadir sua Praia". Lançado em 1985, logo após o fim da ditadura, traz músicas contagiantes, com letras bem-humoradas e inteligentes.

Ultraje - Inutil


Inútil
(Roger Moreira)

A gente não sabemos
Escolher presidente
A gente não sabemos
Tomar conta da gente
A gente não sabemos
Nem escovar os dente
Tem gringo pensando
Que nóis é indigente...

Inútil! A gente somos inútil!
Inútil! A gente somos inútil!

A gente faz carro
E não sabe guiar
A gente faz trilho
E não tem trem prá botar
A gente faz filho
E não consegue criar
A gente pede grana
E não consegue pagar...

Inútil! A gente somos inútil!
Inútil! A gente somos inútil!

A gente faz música
E não consegue gravar
A gente escreve livro
E não consegue publicar
A gente escreve peça
E não consegue encenar
A gente joga bola
E não consegue ganhar...

Inútil! A gente somos inútil!
Inútil!

19 dezembro 2008

A rua Normandia

Voltando a falar de São Paulo.
A rua Normandia, em Moema, já há alguns anos, tornou-se atração turística na época do Natal. As 36 lojinhas espalhadas pelos pouco mais de 100 metros de sua extensão, colocam enfeites que atraem gente de todas as partes da cidade e até mesmo de fora. O bom gosto dos enfeites, aliado ao estilo arquitetônico europeu das lojas formam um conjunto muito agradável de se contemplar. À noite, com as luzes acesas, as ruas adjacentes ficam lotadas de famílias passeando e observando a decoração. Até mesmo uma 'tempestade' de neve acontecia.

Sim, acontecia! Esse ano, não vai haver (http://www.ruanormandia.com.br/).

Para falar a verdade, fiquei assustado com a pobreza da decoração de lá esse ano. Tudo bem que há alguns enfeites interessantes, mas o que mais chama a atenção são as milhares de lampadinhas e pisca-piscas comuns, desses de lojas de R$ 1,99, expostas meio a esmo, sem nada que mereça destaque. Ao redor da rua, dezenas de vendedores ambulantes se acotovelam, oferecendo comes e bebes, badulaques, e toda sorte de produtos baratos. Ficou um ar de feira popular, quermesse.

Perdeu boa parte do charme!

18 dezembro 2008

Helpio

Eu sempre vejo um caminhão-guincho em São Paulo de uma firma chamada Auto Socorro Helpio. Desde a primeira vez esse nome me chamou a atenção. Será que é o nome do dono? Sr. Hélpio!!!! Pode ser... Mas, creio que a intenção seja criar uma ligação com a palavra inglesa HELP (socorro). Algo como HELP YOU = HELPIO. Entenderam? Bem criativo! A sonoridade da expressão inglesa com o aportuguesado nome da firma? Será que é viagem minha?

17 dezembro 2008

Natal em Poços

Já estamos em Poços para as festas de fim de ano. Chegamos na segunda, após um fim de semana de peregrinações por shoppings para as últimas compras de presentes. Muita gente andando pelos corredores desses templos do consumo. Nas conversas com os lojistas, todos reclamando. Algo me diz, que de barriga cheia. Estacionamentos lotados e esbarrões nos corredores no vai-e-vem das pessoas. Ainda não percebi a crise no comércio paulistano.

Fiquei muito decepcionado com a decoração de Natal na ruas de São Paulo. Tirando um ou outro prédio de banco ou de alguma instituição, ou ainda de alguma loja, pouca imaginação nas vitrines e fachadas. Aqui em Poços, parece que há um pouco mais de alegria na decoração pública, mas nas casas vê-se poucas luzes e enfeites.

Um dos destaques da decoração paulistana é o enorme Papai Noel, acompanhado de um cachorro igualmente grande, que está ne entrada do Shopping Iguatemi. O Noel deve ter uns 4 metros de altura. Como complemento, o pessoal de lá coloca uma capa e um chapéu em ambos, nos dias de chuva. Fica bem bacana, original.

15 dezembro 2008

Tudo ao normal

Li nos jornais da semana passada que os bares e restaurantes de São Paulo estão dispensando os serviços de motoristas, táxis, vans, motos, etc. que haviam contratado para levar seus clientes que bebessem um pouco para casa. O que tem acontecido é que os consumidores estão notando que a fiscalização já esmoreceu e não há mais tanto perigo de ser flagrado pelo bafômetro. Isto é, mais uma lei que não vai pegar.
Na verdade, isso corrobora o que já escrevi aqui. Essa lei veio mais para que as seguradoras tivessem um respaldo legal para negar o pagamento de alguns prêmios de seguro, do que propriamente para normalizar e regularizar o trânsito de nosso país.
Não há dúvida que ela tem um objetivo muito nobre, mas fica nítido que não vai haver a necessária exigência para seu cumprimento. Como tantas outras, não vai emplacar. É uma pena.

13 dezembro 2008

Foto curiosa


O compadre Lívio em suas infinitas indas e vindas pelas estradas de nosso país, deparou com a cena acima e fez questão de fotografar para me mostrar. Um caminhão com a capa do Abbey Road, disco dos Beatles, impressa em sua parte de trás. Vê-se que é um trabalho bem-feito, de boa qualidade, usando a foto tradicional dos quatro atravessando a rua. No rodapé, há a inscrição de três títulos de músicas deles: "Hey Jude", "Let It Be" e "Yesterday."
Fico pensando aqui, um conjunto que se separou há quase 40 anos ainda continua fazendo fãs. E não há limites, até nas estradas pode-se ver essa paixão materializada.

12 dezembro 2008

Discurso de Gramado

Eu sou tímido. Tenho lembranças de quando era criança, ainda morando em São Paulo, da dificuldade que eu tinha em falar com os colegas e de fazer amizades. A mudança para Poços melhorou em alguns aspectos, pois eu tinha mais parentes lá e os jovens da minha idade me receberam muito bem. Luto contra a timidez. Depois que comecei a conviver com a Adriana, comecei a observar sua desenvoltura em conversar com as pessoas, mesmo as que ela nunca viu. Acho que melhorei um pouco, mas continuo tímido.

Nas aberturas dos nossos encontros, alguém tem que levar uma palavra de boas-vindas em nome da revista. Sempre sou eu. O Luciano, meu irmão, é mais tímido ainda e prefere não falar na cerimônia de abertura desses encontros. Sempre faço um discursinho e leio na frente de todos. Não tenho uma dicção perfeita e nem o dom da oratória de improviso. Mas, enfrento. Vou lá com meu papel e leio.

Abaixo, segue uma filmagem do Sandro Pagin, nosso fiel colega de A Recreativa, do discurso que fiz em Gramado, dia 20 de novembro passado. Dei uma engasgada ao ler a palavra "inenarrável", mas consegui.

video

No site da revista (www.recreativa.com.br) tem mais um vídeo e algumas fotos, para quem se interessar.

11 dezembro 2008

Hora de Música

Essa música é do Taiguara. Ele era uruguaio de origem. Suas músicas são bem melancólicas. Gosto muito de várias, mas destaco essa, que além de ter uma melodia agradável, tem uma letra muito significativa:




TEU SONHO NÃO ACABOU
(Taiguara)

Hoje a minha pele já não tem cor
Vivo a minha vida seja onde for
Hoje entrei na dança e não vou sair
Vem eu sou criança não sei fingir

Eu preciso, eu preciso de você
Ah eu preciso, eu preciso, eu preciso muito de você

Lá onde eu estive o sonho acabou
Cá onde eu te encontro só começou
Lá colhi uma estrela pra te trazer
Bebe o brilho dela até entender

Que eu preciso, eu preciso de você
Ah eu preciso, eu preciso, eu preciso muito de você

Só feche seu livro quem já aprendeu
Só peça outro amor quem já deu o seu
Quem não soube à sombra não sabe à luz
Vem não perde o amor de quem te conduz

Eu preciso, eu preciso de você
Ah eu preciso, eu preciso, eu preciso muito de você
Eu preciso, eu preciso de você
Nós precisamos, precisamos sim, você de mim eu de você

09 dezembro 2008

Tricolor de novo...

Quero deixar as minhas felicitações aos muitos amigos são-paulinos que tenho pela conquista do tricampeonato brasileiro. Acho que todos sabem da admiração que tenho pelo clube do Morumbi. Sua diretoria faz um trabalho formidável. A equipe nunca tem um elenco fraco, os jogadores têm todo apoio material, recebem em dia, têm à disposição os melhores equipamentos de recuperação física, etc... É um modelo que todas os grandes clubes deveriam seguir. É uma forma diferenciada de se gerir e enxergar o futebol.
O resultado é esse: há quase 20 anos que o São Paulo está sempre disputando as primeiras posições. E muitas vezes sendo vencedor. Acho até que estamos vivendo um momento histórico, não veremos tão cedo uma equipe ser tricampeã e ainda por cima com o mesmo técnico. E as chances de um tetra existem. Se nós, palmeirenses, flamenguistas, gremistas, etc. dermos bobeira ele levam!

08 dezembro 2008

Pensamento

Status é comprar o que não se quer,
Com dinheiro que não se tem,
E mostrar para gente de quem você não gosta,
Algo que você não é!


(P.S. 1 - Não consegui identificar o autor)
(P.S. 2 - Grato ao Zé Elias)

05 dezembro 2008

XI Encontro de Cruzadistas

Criamos um esquema grandão, de cerca de 6 x 2 metros, para que todos os participantes resolvessem um pedacinho dele. Foi um sucesso!

Chegou ao fim nosso XI Encontro Brasileiro de Cruzadistas. Pudemos rever os velhos amigos leitores de diversas partes do país. E também tivemos a chance de conhecer novos participantes, especialmente os do estado do Rio Grande do Sul. Tenho sempre uma ponta de orgulho quando vejo, reunidas, pessoas de lugares tão distantes, tão concentradas e silenciosas, resolvendo os passatempos que propomos nos concursos. Demonstra uma consideração e um respeito muito grande para com nossa pequena editora.
Tivemos um lamentável contratempo. Uma de nossas mais fiéis participantes teve uma parada cardíaca enquanto descansava na sexta-feira à tarde e veio a falecer. Foi um susto muito grande, pois durante os outros dez encontros, sempre alguém passa mal ou tem alguma indisposição, mas nunca havia tido nada tão sério. Ela se chamava Ermelinda, pequenina e agitada, estava sempre animada e de bom humor. Desta vez, estava acompanhada de duas filhas e um neto. Foi um choque para todos e lamentamos muito o ocorrido.

Pode-se ouvir uma mosca voar durante a realização das provas dos concursos de passatempos.

Mas, a festa teve que continuar. Expusemos a situação claramente para todos na manhã de sábado e com a conivência de suas filhas demos seqüência à programação. Elas disseram que a mãe dela gostava muito do evento e de todos nós e faria questão de que tudo corresse como programado.

A vencedora do concurso individual foi a sra. Márcia Farias, residente em Arroio do Sal, no Rio Grande do Sul.

Gostaria aqui de agradecer a todos que ajudaram nesse evento. É uma baita responsabilidade cuidar de tanta gente, em sua maioria da terceira idade, de lugares tão distantes. Obrigado à Jane, Dani e Anderson da Serrambi Turismo, de Recife. Ao Paulo Durante, um agradecimento especial, pois somente com todo seu empenho e dedicação conseguimos fazer um evento de tanto sucesso. Obrigado ao Pedro, Margareth, Luciano, Rubens, Jadson Araújo, José Roberto Brando e Paulo Sérgio pela atenção durante as provas e pela correção das mesmas. Benedito, nosso enfermeiro de plantão. Fanny, Flávia, Gabriel, Sandra, Bia, Tomás, Elena, Eleonora, Anna Cecília e Alice pela presença e suporte emocional. E especialmente, a minha querida esposa Adriana e ao meu amado filhote Marcelo que me deram respaldo e fizeram uma agradável companhia nessa viagem de 10 dias aos pampas.

04 dezembro 2008

Dois lados

Recebi por e-mail do amigo Lívio esse relato de um morador das áreas alagadas de Santa Catarina. É longo, mas muito interessante.

"Hoje 27 de novembro de 2008 o sol saiu e conseguimos voltar a trabalhar em Itajaí. A despeito de brincadeiras e comentários espirituosos normais sobre esta "folga forçada" a verdade é que nunca me senti tão feliz de voltar ao trabalho. Não somente pelo trabalho, pela instituição e pela própria tranqüilidade de ter aonde ganhar o pão, mas também por ser um sinal de que a vida está voltando ao normal aqui na nossa cidade.
Por mais que teorias e leituras mil nos falem sobre isso ainda é surpreendente presenciar como uma tragédia desse porte pode fazer aflorar no ser humano os sentimentos mais nobres e os seus instintos mais primitivos. As cenas e situações vividas neste final de semana prolongado em Itajaí nos fizeram chorar de alegria, raiva, tristeza e impotência. Fizeram-nos perder a fé no ser humano num segundo, para recuperá-la no seguinte.
Fez-nos ver que sempre alguém se aproveitará da desgraça alheia, mas que também é mais fácil começar de novo quando todos se dão as mãos. Que aquela entidade superior que cada um acredita (Deus, Alá, Buda, GADU, etc.) e da forma que cada um a concebe tenha piedade daqueles:
- Que se aproveitaram a situação para fazer saques em Supermercados, levando principalmente bebidas e cigarros;
- Que saquearam uma farmácia levando medicamentos controlados, equipamentos e cofres e destruindo os produtos de primeira necessidade que ficaram assim como a estrutura física da mesma.
- Que pediam 5 reais por um litro de água mineral.
- Que chegaram a pedir 100 reais por um botijão de gás.
- Que foram pedir donativos de água e alimentos nas áreas secas pra vender nas áreas alagadas.
- Que foram comer e pegar roupas nos centros de triagem mesmo não tendo suas casas atingidas.
- Que esperaram as pessoas saírem das suas casas para roubarem o que restava.
- Que fizeram pessoas dormir em telhados e lajes com frio e fome para não abandonar suas casas e terem elas saqueadas.
- Que simplesmente fizeram de conta que nada acontecia, por estarem em áreas secas.

Da mesma forma, que essa mesma entidade superior abençoe:
- Aqueles que atenderam ao chamado das rádios e se apresentaram no domingo no quartel dos bombeiros para ajudar de qualquer forma.
- Os bombeiros que tiveram paciência com a gente no quartel para nos instruir e nos orientar nas atividades que devíamos desenvolver.
- A turma das lanchas, os donos das lanchinhas de pescarias de fim de semana que rapidamente trouxeram seus barquinhos nas suas carretas e fizeram tanta diferença.
- À equipe da lancha, gente sensacional que parecia que nos conhecíamos de toda uma vida.
- Aos soldados do exército do Paraná e do Rio Grande do Sul.
- Aos bravos gaúchos, tantas vezes vítimas de nossas brincadeiras que trouxeram caminhões e caminhões de mantimentos.
- Aos cadetes da Academia da Polícia Militar que ainda em formação se portaram com veteranos. - Aos Bombeiros e Policias locais que resgataram, cuidaram , orientaram e auxiliaram de todas as formas, muitas vezes com as suas próprias casas embaixo das águas, muitas vezes famintos por não terem tempo nem de almoçar, outras vezes preocupados por estarem longe de suas esposas, namoradas, longe de seus amores, de seus filhos, abdicando disso tudo para salvar outras vidas...
- Aos Médicos, enfermeiras e demais profissionais voluntários.
- Aos bombeiros do Paraná que trabalharam ombro a ombro com os nossos.
- Aos Helicópteros da Aeronáutica e Exército que fizeram os resgates nos locais de difícil acesso.
- Aos incansáveis do SAMU e das ambulâncias em geral, que não tiveram tempo nem pra respirar.
- Ao pessoal do Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo, que mostrou que longo é o braço da solidariedade.
- Ao pessoal das rádios que manteve a população informada e manteve a esperança de quem estava isolado em casa.
- Aos estudantes que emprestaram seus físicos para carregar e descarregar caminhões nos centros de triagem.
- Às pessoas que cozinharam para milhares de estranhos.
- Ao empresário que não se identificou e entregou mais de mil marmitex no centro de triagem.
- A todos que doaram nem que seja uma peça de roupa.
- A todos que serviram nem que seja um copo de água a quem precisou.
- A todos que oraram por todos.
- Ao Brasil todo, que chorou nossos mortos e nossas perdas.
- Aos novos amigos que fiz no centro de triagem, na segunda-feira.
- A todos aqueles que me ligaram preocupados com a gente.
- A todos aqueles que ainda se preocupam por alguém.
- A todos aqueles que fizeram algo, mas eu não soube ou esqueci.

Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina um anônimo escreveu isto:

COMEÇAR DE NOVO:
Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era da periferia
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos,
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.
(Anônimo)

É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente.
Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de crescer como ser humano.
Pelo menos é a minha hora, acredito.
Que Deus abençoe a todos."

Luis Fernando Gigena (Itajaí-SC)

03 dezembro 2008

Mais Gramado

A foto não está muito boa, é só para ter uma idéia da árvore central da cidade.

Gramado está um espetáculo! Toda preparada para as festividades natalinas. A programação é intensa. São vários grandes espetáculos, alguns em locais grandes, creio que para mais de mil pessoas. Vários desfiles nas ruas do centro. Uma decoração espetacular, de cair o queixo mesmo. A Grande Parada de Natal é um desfile de primeira linha, com patinadores, carros enormes, bonecos, rica vestimenta e muito mais. Fiquei muito bem impressionado com a cidade.

O pessoal do comércio, bares e restaurantes é extremamente bem treinado e educado para atender às necessidades dos turistas. Tudo é pensado para agradar e encantar quem visita a cidade. E esse objetivo é plenamente cumprido. A cidade vai ficar cheia até janeiro por conta dessa promoção de Natal.

O Mini-Mundo traz umas réplicas fantásticas. Adorei esses pescadores.

Disseram-me, não tive confirmação oficial, que todas as construções da cidade têm que ser em estilo germânico e as grandes redes de alimentação, tipo McDonalds, Burger King, Giraffas, etc., não conseguem autorização para instalar suas lojas na cidade. Visando promover o consumo nos restaurantes da cidade e das comidas típicas.

Maiores informações aqui:http://www.natalluzdegramado.com.br/

01 dezembro 2008

De Volta...

Chegamos ontem à tardezinha. Muito cansados. Precisamos colocar muita coisa em ordem, afinal são 10 dias longe de casa e do escritório. Em breve postarei novas notícias e fotos da viagem e do Encontro.
Correu tudo bem. Já estamos pensando no próximo!